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CISCEA PROMOVE O 2º WORKSHOP DE LOGÍSTICA DO SISCEAB
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Publicado em 16/07/2021 07:53:00
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Com o objetivo de padronizar as ações dos Regionais e promover melhorias nas ações dos usuários, a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo, através de sua Divisão de Logística, com o apoio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Parque de Material de Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAME-RJ), realizarão, do dia 27 ao dia 29 de julho desse mês, o 2º WORKLOG, o Workshop de Logística do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

Serão abordados temas como Capacitação, Suprimento e Movimentação de Material, Controle de Garantia Técnica e Especificação Logística, além de Sistemas como EPTA WEB, MHT WEB, Manutenção WEB, e da migração do suprimento no Sistema Integrado de Logística de Material e Serviços (SILOMS 11g) para WEB nos Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA).

O evento ocorrerá das 8:30h às 12:30h no auditório do 5º andar do DECEA, de forma presencial para os participantes da área do Rio de Janeiro, e de forma remota para as demais localidades, através do link abaixo:

https://fab.webex.com/fab/j.php?MTID=m7215373e3e460abc9d1f08ff146fabc3.

Participe!

Seção de Comunicação Social da CISCEA
1º Tenente Relações Públicas Camille Barroso
Fonte: Divisão de Logística da CISCEA


 


CISCEA coordena ações para o restabelecimento do ILS de Santarém
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Publicado em 09/07/2021 07:54:00
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O Sistema de Pouso por Instrumentos (ILS, do inglês Instrument Landing System) do Aeroporto Internacional de Santarém (PA) foi inspecionado satisfatoriamente em 18 de junho de 2021 e disponibilizado para início do processo de homologação e restabelecimento, após coordenação feita pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA).


ILS de Santarém

O ILS é um sistema de aproximação por instrumentos que dá uma orientação precisa ao avião que esteja na fase de aproximação final de uma determinada pista, principalmente em condições meteorológicas adversas. O sistema é baseado na transmissão de sinais de rádio que são recebidos, processados e apresentados nos instrumentos de bordo das aeronaves.


Tela do UNIFIS mostrando a Estrutura do Glide-Slope (GS) de Santarém

Os contratos de fornecimento e implantação de equipamentos e sistemas incluem os serviços de instalação e integração, serviços técnicos de adequação de infraestrutura, a documentação técnica, transporte e seguro, garantia técnica para possíveis inoperâncias e os testes de aceitação em fábrica e em campo.

O ILS de Santarém (PA) apresentou inoperâncias e a Divisão de Logística da CISCEA coordenou as ações de garantia técnica para o restabelecimento do sistema, com a  participação de diferentes Órgãos igualmente subordinados ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), como o Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), o Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), o Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAME-RJ) e o Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), além da Anatel e das empresas THALES, SUTECH e AIRNAV.

Foram necessárias várias ações para restabelecer o sistema e disponibilizá-lo para   homologação, como levantamento topográfico, realinhamento e revisão geral do equipamento, análise de interferência de frequência e análise dos voos de apoio à engenharia para obtenção de parâmetros operacionais aceitáveis.

 
Voo de homologação do Sistema, feito pelo GEIV

“É comum que equipamentos apresentem falhas, por isso é previsto em contrato a garantia técnica e fornecimento de sobressalentes por parte do fabricante. O restabelecimento do ILS de Santarém foi especialmente desafiador pelo nível de coordenação requerida, com muitas unidades atuando em conjunto. Cabe ressaltar que a equipe formada por profissionais de extrema capacidade contribuiu para atingirmos o objetivo com sucesso”, explica a chefe da Divisão de Logística da CISCEA, Tenente-Coronel Engenheira Veronica Sousa Lacerda.

Para o Presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, com o restabelecimento do ILS de Santarém, o DECEA ratifica o seu compromisso em contribuir para a garantia da excelência da segurança operacional no controle de tráfego aéreo, por meio do gerenciamento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

Seção de Comunicação Social da CISCEA
1º Tenente Relações Públicas Camille Barroso
Fonte e fotos: Divisão de Logística da CISCEA

 


Força Aérea Brasileira inaugura a Estação Radar de Ponta Porã
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Publicado em 04/07/2021 20:23:00
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Muitos são os parâmetros que definem a extensão do poder de defesa e de gerenciamento de um país. Recursos tecnológicos, capacitação profissional e expertise em planejamento e coordenação são, definitivamente, alguns deles.

A manutenção da soberania nacional, razão de ser comum às Forças Armadas, encontra na Força Aérea Brasileira (FAB) sua efetivação tanto através da defesa aérea, quanto do gerenciamento do espaço aéreo, atividades estas que demandam investimentos complexos e ininterruptos nos níveis estratégico, tático e operacional.

Referir-se às ações de proteção e preservação do território nacional evoca, quase que instantaneamente, a reflexão sobre a atenção que se presta às fronteiras.

Além das demarcações espaciais, as fronteiras são ainda relacionadas a crimes federais, tais como tráfico de drogas e armas, contrabando e biopirataria.

Para se ter ideia da dimensão desta conjuntura, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, “anualmente ocorrem 125.000 apreensões de entorpecentes e 80.000 apreensões de armas de fogo, e grande parte do que é apreendido entra no Brasil por meio das fronteiras”.

No que tange às responsabilidades do Comando da Aeronáutica, o investimento na modernização e ampliação da rede de radares de vigilância e controle de tráfego aéreo é uma constante no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

Assim, em 2018, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão central do SISCEAB, por meio da sua Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), e a Empresa Omnisys, assinaram um contrato para o fornecimento de três radares a serem implantados ao longo da fronteira do estado do Mato Grosso do Sul com seus países vizinhos, Bolívia e Paraguai.

Após a instalação e a entrada em operação dos radares de Porto Murtinho e de Corumbá, chegou, neste dia 30 de junho, a vez da inauguração da Estação Radar de Ponta Porã.

Presidida pelo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que se fez acompanhar do Ministro de Estado da Defesa, Walter Souza Braga Netto, e do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, a cerimônia militar contou ainda com as presenças do Governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja Silva; do Prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo Filho; do Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar João Tadeu Fiorentini; do Vice-Diretor do DECEA, Major-Brigadeiro do Ar  Marcio Bruno Bonotto; do Presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior; do Chefe do Subdepartamento Técnico (SDTE),  Brigadeiro Engenheiro Dalmo José Braga Paimdo Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA (SDOP), Brigadeiro do Ar Eduardo Miguel Soares; do CEO da Omnisys, Luiz Manoel Dias Henriques, e do Diretor Executivo da Thales no Brasil, Luciano Macaferri Rodrigues.

Estavam também presentes ao evento Ministros, Senadores, Desembargadores, Deputados Federais, Oficiais-Generais do Alto Comando da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, Comandantes, Chefes e Diretores de organizações militares e autoridades dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Após o canto do Hino Nacional, a palavra foi passada ao Comandante da Força Aérea Brasileira, que destacou a relevância da implantação da Estação Radar e a qualidade internacionalmente reconhecida do serviço prestado pelo DECEA e pelas organizações militares que o compõem.

“A implementação da Estação Radar aqui em Ponta Porã representa todo o esforço integrado do Governo Federal em conjunto com o Ministério da Defesa, Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Comando da Aeronáutica, a fim de fortalecer a vigilância aérea e de coibir a prática constante de crimes transfronteiriços praticados por aeronaves voando a baixa altura”, destacou o Comandante.

“A aquisição da capacidade advinda da operação desses três radares é coerente com o alinhamento dos objetivos da Estratégia Nacional de Defesa, que considera a vigilância do espaço aéreo uma importante responsabilidade para a consolidação das demais tarefas da FAB”.

“Em nossa estrutura, temos o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, composto por 11 mil homens e mulheres com múltiplas qualificações, como parte de um sistema de controle de tráfego aéreo integrado, civil e militar, que está entre os cinco mais eficientes do mundo. E o que vemos aqui hoje é um equipamento que agrega as tecnologias mais avançadas da atualidade. Trata-se de um radar fabricado no Brasil, pela Omnisys Engenharia, uma empresa nacional do ramo da ciência e inovação, com competência técnica e gerencial em áreas estratégicas de aplicação civil e militar”.

“Seu produto representa a competência da engenharia brasileira e nos dá a certeza de que a integração dos campos científico e tecnológico, juntamente com o fomento à pesquisa e ao desenvolvimento, são capazes de prover a soberania imprescindível ao franco crescimento da nação brasileira”.

Ainda em seu discurso, o Tenente-Brigadeiro do Ar Baptista Junior ressaltou todas as riquezas que serão protegidas com o aumento da vigilância na região, como todo o bioma do Pantanal e uma das maiores reservas de minério de ferro e de manganês do Brasil.

Em seguida, após a transmissão do vídeo institucional da Estação, foi realizada a ativação efetiva do Radar de Ponta Porã pelo Presidente Bolsonaro, que também comandou a primeira interceptação utilizando os dados captados ao vivo.

Os presentes puderam acompanhar o procedimento, enquanto o Presidente Bolsonaro contatava, via rádio, as aeronaves de caça A-29 que patrulhavam a região.

A partir de então, o Presidente passou a ser o "Lince Honorário 01", que é um código vitalício conferido aos controladores das Operações Aéreas Militares, integrando, assim, o seleto grupo de profissionais habilitados a conduzir as missões de Defesa Aérea em prol da manutenção da soberania do espaço aéreo brasileiro.

Prosseguindo a cerimônia, o Governador Reinaldo Azambuja Silva fez uso da palavra, agradecendo ao Presidente e às autoridades por toda a atenção dada à região de fronteira.

“Estive com o Presidente na inauguração da Estação de Corumbá, passei recentemente por Porto Murtinho e hoje pude estar aqui em Ponta Porã. E posso dizer com muita tranquilidade que o senhor está cumprindo o seu papel com as fronteiras do Brasil, não só pela implantação dos radares, mas, principalmente, pela nossa integração”, destacou o Governador.

“Esta parceria com as Forças Federais de Segurança permitiu que no ano de 2020 pudéssemos apreender mais de 760 toneladas de drogas, que iriam para o Brasil todo, destruindo nossas famílias. Por isso eu agradeço muito esse olhar de sensibilidade, pois proteger as fronteiras é proteger o Brasil”.

Após o descerramento da placa de inauguração da Estação Radar de Ponta Porã, sobrevoaram as aeronaves A-29 Super Tucano e C-98 Caravan, que participaram da primeira interceptação utilizando o radar recém-inaugurado.

Em seu discurso, o Presidente da República demonstrou a satisfação em retornar ao Mato Grosso do Sul, onde serviu por três anos.

“É uma satisfação ter ao nosso lado pessoas comprometidas realmente com o futuro de sua Pátria. Hoje estamos aqui, inaugurando mais uma ação do Governo Federal que nos proporcionará paz e tranquilidade ao combater ilícitos, como o tráfico de drogas e armas. É uma missão da nossa Força Aérea, que nos orgulha a todos”, comentou.

Por fim, Bolsonaro declarou que foi uma “satisfação, um orgulho e uma honra estar com os senhores e as senhoras. Só tenho paz e tranquilidade porque sei que tenho Forças Armadas comprometidas com a democracia e com a nossa liberdade”.

“A inauguração dessa estação radar de vigilância de fronteiras é mais um importante marco para o Brasil e estamos honrados em fazer parte fornecendo o estado da arte em tecnologia, desenvolvida em território nacional, e soluções para o controle de tráfego aéreo que contribuirão ainda mais com a soberania do País”, frisou o CEO da Omnisys, empresa subsidiária do Grupo Thales, Luiz Henriques.

O Presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Bastos celebrou a inauguração, considerando uma importante realização implantar mais uma Estação Radar no SISCEAB. “A entrada em operação do sítio radar de Ponta Porã reforçará a vigilância do nosso território e contribuirá para o cumprimento da missão da FAB de manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional com vistas à defesa da Pátria”.

“A entrega dessa estação, a terceira a ser implantada nos últimos onze meses, além das Estações de Corumbá e de Porto Murtinho, é um grande orgulho para a CISCEA. A coordenação desse magnifico projeto foi feita por uma equipe multidisciplinar da Comissão e incluiu outros órgãos e Forças Armadas, além da empresa Omnisys. Foi um desafio ainda maior por estarmos numa situação atípica de uma pandemia, o que dificulta as nossas ações e aumenta ainda mais os esforços de todos os envolvidos. É a conclusão de um trabalho que durou três anos. Estamos muito felizes”, concluiu.

Igualmente satisfeito com a entrada em operação da Estação Radar, o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Fiorentini, pontuou o quão relevante é o radar para o Departamento, para a Força Aérea e para a sociedade. “Ele tem a capacidade de uma contribuição, não apenas para o controle do espaço aéreo, que é a missão principal do DECEA, mas também, para interceptar aeronaves não-colaborativas, ou seja, um radar com importância grande para a nossa defesa aérea”, explica.

Dotado de medidas de proteção eletrônica que permitem a sua operação, mesmo sob ataque de interferência eletrônica, o radar primário LP23SST-NG possui a capacidade de detecção de aeronaves dentro da sua área de cobertura com o alcance de até 450 quilômetros, correspondendo a cerca de 636 mil quilômetros quadrados, equivalente a quase duas vezes a área do Estado do Mato Grosso do Sul.

Operando em conjunto com o radar secundário RSM970S, os equipamentos permitem que os controladores de tráfego aéreo do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), organização do DECEA sediada em Curitiba (PR), possam identificar os voos em baixas altitudes nesta região de fronteira, trazendo, como apresentamos, benefícios operacionais tanto para o controle civil das aeronaves, quanto para a defesa aérea.

Seção de Comunicação Social da CISCEA
Revisão: 1º Tenente Relações Públicas Camille Barroso
Reportagem: Telma Penteado (ASCOM/DECEA)
Fotos: Luiz Eduardo Perez Batista (ASCOM/DECEA)


CISCEA IMPLANTA A PRIMEIRA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DE ALTITUDE AUTOMÁTICA DO SISCEAB
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Publicado em 07/05/2021 08:29:00
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Estações de sondagem trazem de forma pioneira a funcionalidade de automaticidade no lançamento dos balões e atuarão em locais geograficamente remotos, de difícil acesso e nas condições mais adversas

A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) finalizou com sucesso, no dia 23 de abril, a fase de testes de implantação da primeira Estação Meteorológica de Altitude Automática (EMA-A) no Destacamento de Controle de Tráfego Aéreo de Uruguaiana (DTCEA-UG), localizada no Rio Grande do Sul (RS), junto a representantes da empresa HOBECO e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Foi realizada a substituição da Estação Meteorológica de Altitude convencional (EMA) por um modelo de estação automática (EMA-A), a primeira no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e da América Latina, que permite a otimização do efetivo de meteorologistas e uma maior disponibilidade de informações para a previsão e vigilância meteorológicas.

As Estações Meteorológicas de Altitude Automatizadas (EMA-A) destinam-se a coletar e processar os dados meteorológicos, especialmente de temperatura, de umidade e de pressão, desde a superfície até níveis superiores da atmosfera, utilizando-se de sinais enviados por radiossonda lançada e acoplada a um balão meteorológico. Os valores de direção e de velocidade do vento, nos diversos níveis da atmosfera, são calculados a partir do posicionamento do balão meteorológico em função do tempo e das coordenadas vertical e horizontal. Esse processo chama-se radiossondagem, que é a principal fonte de dados do ar superior para a previsão de ventos e de temperaturas em altitude, turbulência, formação de gelo em aeronaves, cálculo da probabilidade de trovoadas, formação de nuvens, trilhas de condensação, avaliações do movimento e da dispersão de nuvens de cinzas vulcânicas e de nuvens radioativas, bem como para emprego na área de pesquisa e de modelagem numérica do tempo, constituindo-se a principal fonte de insumos para as previsões meteorológicas.

  

Os balões são automaticamente lançados duas vezes por dia, e podem atingir a altura de 10.000m a 15.000m e se deslocar até 300 km do local de lançamento, dependendo da velocidade do vento e direção, ainda com capacidade de ser monitorada pelo Sistema de Processamento em solo.

A EMA-A tem a capacidade de realizar 40 sondagens automáticas sem a necessidade de reposição de suprimentos por um técnico.

"As EMA automáticas instaladas oferecem uma alta capacidade de sondagem autônoma, podendo ficar até quatro semanas desassistidas. Por meio do sistema de Controle Remoto e Monitoração, os técnicos controlam as sondagens e realizam diagnósticos à distância, resultando na redução dos custos operacionais do sistema”, explicou o Chefe da Divisão Técnica da CISCEA, Tenente-Coronel Engenheiro Gustavo Erivan Bezerra Lima.

  

Os esforços levados a efeito pelo DECEA sempre atenderam aos requisitos estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) em cooperação com a Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Nesse momento, também ficam evidentes os esforços de racionalização de meios, aumento da eficiência, reestruturação de processos produtivos e melhoria na prestação de serviços.

A implantação de Estações Meteorológicas de Altitude Automáticas possibilita a manutenção da prestação do Serviço de Meteorologia Aeronáutica, reduzindo a logística e a necessidade de fixação dos recursos humanos em locais remotos, promovendo, assim, a gradual substituição do efetivo presencial por equipamentos e instrumentos com capacidade de prestar o serviço meteorológico de forma automatizada e com alta qualidade.

  

“As estações de sondagem trazem, de forma pioneira, a funcionalidade de automaticidade no lançamento destes balões e atuarão em locais geograficamente remotos, de difícil acesso e nas condições mais adversas, com o mais alto nível de eficiência operacional e confiabilidade”, afirmou o presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior.

A próxima EMA-A está em fase de instalação em Fernando de Noronha (PE), e tem previsão de entrar em operação no próximo mês.

Com essa implantação, a CISCEA ratifica sua missão de promover as atividades relacionadas com a implantação e modernização de projetos voltados para o desenvolvimento do SISCEAB com equipamentos no estado da arte, promovendo o mais alto nível de eficiência operacional e confiabilidade, em consonância com a visão do DECEA de ser reconhecido como referência global em segurança, fluidez e eficiência no gerenciamento e controle integrado do espaço aéreo.

Seção de Comunicação Social da CISCEA
1º Tenente Relações-Públicas Camille Barroso
Fonte: Divisão Técnica da CISCEA
Fotos: Coronel Especialista em Meteorologia
Luiz Carlos Teles Batista (SDOP/DECEA)

 

 


 


CISCEA finaliza projeto de implantação e Estação Radar de Porto Murtinho entra em operação
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Publicado em 05/05/2021 13:46:00
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Novo equipamento aumenta a capacidade de vigilância aérea na região de fronteira, permitindo aprimoramento na execução do Controle do Espaço Aéreo.

A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) entregou para operação, no dia 31 de março, a nova Estação Radar de Porto Murtinho (MS), dando continuidade ao processo de complementação da capacidade de vigilância aérea, com o objetivo de aprimorar o controle dos tráfegos que voam na região de fronteira do Brasil com o Paraguai e a Bolívia.

O sistema radar LP23SST-NG/RSM970S se destina à vigilância dos tráfegos aéreos, voando em rota, facilitando o trabalho do Controlador de Tráfego Aéreo. Os radares aumentam a capacidade de vigilância aérea na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA), por meio da detecção de aeronaves cooperativas e não cooperativas, podendo alcançar um raio de 450 quilômetros, a 30.000 pés, o que corresponde a quase duas vezes a área do Estado do Mato Grosso do Sul. Este sistema radar está preparado para operar 24 horas por dia, 365 dias por ano podendo ser conectado aos Centros de Controle através de uma grande gama de meios de transporte de dados, usando os protocolos de comunicação internacionalmente adotados em radar.

“Foram inúmeros os desafios enfrentados pela CISCEA durante a implantação desse radar, em tão curto espaço de tempo. Em 12 meses concluímos as obras de infraestrutura, a instalação do radar, os testes de aceitação, homologação e integração do radar ao Centro de Controle de Área de Curitiba (ACC-CT). O resultado obtido foi possível graças ao apoio incondicional do Comando Militar do Oeste do Exército Brasileiro, tanto na cessão da área para a instalação do equipamento quanto na celeridade dos processos necessários”, declarou o Gerente do Projeto na CISCEA, Engenheiro Paulo Roberto P. Magalhães.

O chefe da Divisão Técnica da CISCEA, Tenente-Coronel Engenheiro Gustavo Erivan Bezerra Lima destaca a evolução tecnológica dessa nova família de radares, além do fato de serem produzidos no Brasil. “A finalidade principal é compor a rede de radares que prestam o serviço de vigilância radar, em prol do Controle do Espaço Aéreo, mas que também são dotados de funcionalidades militares, específicas dos radares utilizados pela Defesa Aérea. É importante destacar também a importância que a implantação desses radares proporciona, tanto no aspecto logístico quanto operacional, tendo em vista a existência de outras unidades similares em funcionamento no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB)”.

A entrada em serviço desses novos equipamentos visa a potencializar a identificação de aeronaves voando a baixa altura na região de fronteira, trazendo benefícios operacionais, tanto para o controle civil de aeronaves, quanto para a defesa aérea, aumentando a capacidade de detecção de tráfegos não autorizados ou de emprego ilícito, colaborando, decisivamente, para o sucesso das ações de policiamento do espaço aéreo. Portanto, além de auxiliar no controle do espaço aéreo, a nova estação vai proporcionar a ampliação da vigilância aérea, com foco no centro-oeste brasileiro.

  

Com a instalação dos radares de Corumbá, Porto Murtinho e Ponta Porã, o Brasil passará a contar com uma vigilância aérea que cobrirá toda a fronteira do Mato Grosso do Sul com os países vizinhos.

“A implantação de mais um sensor com tecnologia no estado da arte faz parte do trabalho incessante da FAB em aprimorar a sua capacidade de vigilância, controle e defesa do espaço aéreo, reforçando as ações para a manutenção da soberania e segurança nessa área”, declarou o presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior.    

    

RADARES

O equipamento de modelo LP23SST-NG, fabricado pela empresa Omnisys, faz parte de uma nova geração de radares primários de longo alcance, com capacidade para detectar aeronaves cooperativas e não-cooperativas. São equipados com a capacidade de altimetria, permitindo a identificação dos alvos com precisão, além de funções de proteção eletrônica que os resguardam contra interferências eletromagnéticas, sejam elas intencionais ou não.       

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), e a Omnisys assinaram, no final de 2018, um contrato para o fornecimento de três radares. As Estações Radar das localidades de Corumbá e Porto Murtinho já estão em operação e a próxima localidade a receber o equipamento é Ponta Porã, também no Mato Grosso do Sul.

Os radares são fabricados no Brasil pela empresa Omnisys, em São Bernardo do Campo (SP), o que permite rápido acesso a toda cadeia produtiva, agilizando os procedimentos de assistência técnica por parte do fabricante. O projeto prevê, ainda, a absorção do conhecimento técnico pelo Comando da Aeronáutica (COMAER), visando à realização das atividades de manutenção preventiva e corretiva, minimizando os custos de logística e mantendo um alto nível de disponibilidade dos equipamentos.

Seção de Comunicação Social da CISCEA
1º Tenente Relações Públicas Camille Barroso
Fonte e Fotos: Divisão Técnica da CISCEA