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Publicado em 27/01/2021 19:54:00
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O crescimento da atividade aérea evidenciou a premente necessidade de um Poder Aéreo uno e indivisível

 

 

Em 23 de outubro de 1906, sob o olhar de uma plateia admirada, o brasileiro Alberto Santos Dumont voou com o seu 14-BIS.
 
Logo, o Patrono da Aeronáutica Brasileira seria imortalizado por prever o primordial papel da Navegação Aérea na integração, união e amizade entre os povos.
 
Além disso, o Pai da Aviação alimentava a crença de que o Brasil deveria assumir as responsabilidades pertinentes ao país berço da Aeronáutica.
 
O crescimento da atividade aérea evidenciou a premente necessidade de um Poder Aéreo uno e indivisível, e mostrou o quão acertadas foram as previsões do insigne mineiro de Cabangu.
 
Em 20 de janeiro de 1941, a aproximação das Asas da Aviação Naval e da Aviação Militar permitiu que uma nova instituição alçasse voo solo. Nascia o Ministério da Aeronáutica.
 
Começando pelo jurista Joaquim Pedro Salgado Filho, nosso primeiro Ministro; passando por Nero Moura, Patrono da Aviação de Caça; Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira; Casemiro Montenegro Filho, criador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica; Nélson Freire Lavénere-Wanderley, Patrono do Correio Aéreo Nacional; e tantos outros, todos esses que nos antecederam estiveram irmanados por uma inigualável identidade de propósitos e a firme convicção do valor estratégico de um forte Poder Aeroespacial.
 
Assim, com o olhar sábio que vislumbra o amanhã e não se curva ante os desafios, os Pioneiros do Correio Aéreo Nacional partiram para o interior do país, buscando na integração nacional a ferramenta ideal para acelerar o crescimento econômico do país.
 
Nos céus da Itália, os integrantes do 1º Grupo de Aviação de Caça e da 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação participavam do esforço de guerra na defesa dos valores da democracia e da autodeterminação dos povos. Cessado o conflito, em suas bagagens trouxeram inestimáveis lições de patriotismo, desprendimento e a coragem testada no fragor dos campos de batalha.
 
Os anos se passaram e o veloz amadurecimento no emprego do vetor aéreo fez o Ministério da Aeronáutica ganhar destacada importância nos campos social, político e econômico do país.
 
Ao longo de oito décadas, assistimos ao vertiginoso crescimento da Infraestrutura Aeroportuária e da Aviação Civil, e, com singular engenhosidade, à implantação de um Sistema de Controle do Espaço Aéreo, integrado e econômico, mantendo, assim, o nosso compromisso com a inviolabilidade dos céus do Brasil.
 
Ao identificar a correlação entre ensino, pesquisa e indústria, nossa Instituição criou escolas de excelência e consolidou um respeitável Parque Industrial Aeronáutico, com o Centro Técnico Aeroespacial, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e a EMBRAER, gerando um legado absolutamente valioso para o desenvolvimento tecnológico do país.
 
Nessa trajetória evolutiva, passamos pelo ano de 1999, quando, sob a denominação de Comando da Aeronáutica, e subordinados ao Ministério da Defesa, mantivemos firme nossa proa rumo ao futuro.
 
Hoje, a Aeronáutica prossegue buscando a vanguarda da modernidade, consciente de que a perenidade de uma instituição estrutura-se em uma sólida base, construída a partir do incansável trabalho que transforma suor em conquistas e resiste ao tempo, graças à consciência dos benefícios de que é capaz de produzir para toda uma sociedade.
 
Em seus 80 anos, a Força Aérea Brasileira continua sendo as “Asas que Protegem o País”.
 
Uma Força que une todos os credos e sotaques, garantindo a mobilidade da tropa, o reabastecimento em voo, a consagrada missão de busca e salvamento, o transporte de órgãos e o atendimento aos importantes compromissos internacionais.
 
Somos as “incansáveis asas” formadas por militares que, muitas vezes, de forma anônima e solitária, ocupam seus consoles para assegurar o controle do nosso espaço aéreo, de nossas modernas aeronaves KC-390 Millennium e, em breve, dos caças F-39 Gripen, formando, juntos, um conjunto harmônico para aumentar a capacidade do Brasil de projetar o Poder Aeroespacial Estratégico nos 22 milhões de quilômetros quadrados sobre os quais temos a missão constitucional de controlar, defender e integrar.
 
Somos também as “asas altaneiras” que reverenciam e se fortalecem pelo trabalho diuturno, árduo e dedicado dos civis e militares da Administração e Finanças, da Infantaria que nos protege, do Ensino, do arcabouço Logístico quase inimaginável em cada decolagem, da Saúde que nos empresta suas mãos humanitárias, dos diversos quadros de Apoio da Aeronáutica e muitos outros que mantêm o Comando da Aeronáutica em voo ascendente.
 
Somos a Força da nossa gente, que enfrenta as intempéries amazônicas, atuando desde São Gabriel da Cachoeira até Fernando de Noronha, do Oiapoque até Uruguaiana, indiferentes aos rigores térmicos, longe de seus familiares, cruzando os fusos verdes e amarelos deste País, inspirados pelo amor ao próximo, pelo senso do dever, vigilantes na tutela de nossos mais autênticos preceitos.
 
Guardiões do Poder Aeroespacial Brasileiro!
 
No dia em que celebramos os 80 anos de criação do Comando da Aeronáutica, recebam minha mais expressiva e sincera manifestação de orgulho em comandá-los.
 
No momento em que o passado se encontra com o presente, concito-os a seguirem em frente, firmes, concentrados e serenos, transformando os desafios do dia a dia em constantes estímulos, pavimentando de grandeza a trilha de realizações daqueles que, por vocação, com sacrifícios e lutas, legaram a nós esta Força Aérea – forte, coesa, vibrante – devotada ao futuro do Brasil.
 
Parabéns ao Comando da Aeronáutica pelo seu aniversário de criação!
 
Que Deus continue a iluminar nosso caminho rumo a um futuro promissor!
 
 
 
Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez
Comandante da Aeronáutica